A nova regra que limita estrangeiros no futebol brasileiro irá mexer com a montagem dos elencos das Séries A e B. Já no próximo ano, o limite de atletas não brasileiros relacionados por jogo cairá de nove para oito. Contudo, existem algumas brechas no regulamento que os clubes podem explorar.
Existem atletas que não entram na contagem de estrangeiros em três situações: jogadores com dupla cidadania, aqueles que nasceram no Brasil e defendem outras seleções e os considerados como tendo alguma raiz brasileira.
Atualmente, no Brasil, temos oito casos: Jorginho (Flamengo), Maurício (Palmeiras), Matheus Reis (Fluminense), Coronel e Rafael Tolói (São Paulo), Kannemann (Grêmio), Eliasson (Internacional) e João Costa (Cruzeiro).
Os casos que mais chamam atenção são os de Kannemann, do Grêmio, e Eliasson, do Internacional. O zagueiro tricolor finalizou o processo de naturalização após 10 temporadas no clube, mesmo sem nenhuma ligação familiar com o Brasil. Ele nasceu em Concepción del Uruguay, na Argentina, e não tem familiares brasileiros.
Já o atleta do Colorado é outro caso de jogador que não nasceu no Brasil, mas é filho de mãe baiana, enquadrando-se no critério de “raízes brasileiras”.
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Os outros seis jogadores da lista nasceram no Brasil, mas possuem uma segunda nacionalidade: os ítalo-brasileiros Jorginho (nascido em Imbituba-SC) e Rafael Tolói (Glória d’Oeste-MT); os brasilo-paraguaios Maurício (São Paulo) e Coronel (Corumbá-MS); o luso-brasileiro João Costa (Umuarama-PR); e o mexicano-brasileiro Matheus Reis (nascido no Rio de Janeiro).
Motivação para a redução do número de estrangeiros
O principal objetivo da mudança é evitar impactos negativos nos clubes, considerando que os contratos já estão em andamento e que a novidade será implementada de maneira gradual.
A medida também tem como objetivo dar mais oportunidades a jogadores formados nas categorias de base, que tiveram sua participação nos campeonatos nacionais reduzida nos últimos anos. Bahia, Flamengo e Londrina votaram contra a mudança.
Total de estrangeiros nos clubes da Série A
- Athletico-PR (11 estrangeiros): Carlos Terán, Tabares, Vargas, Alejandro García, Portilla, Viveros, Jorge Rivaldo e Mendoza (Colômbia); Lucas Esquivel, Benavidez e Zapelli (Argentina).
- Atlético-MG (9 estrangeiros): Alan Franco, Alan Minda e Preciado (Equador); Borbas, Tomás Pérez e Cuello (Argentina); Cassierra e Kevin Castaño (Colômbia); e Mamady Cissé (Guiné).
- Bahia (9 estrangeiros): Alejo Véliz, Guido Herrera, Lautaro López, Sanabria e Román Gómez (Argentina); Marco Moreno (Espanha); Michel Araújo, Kike e Acevedo (Uruguai).
- Bragantino (8 estrangeiros): Herrera (Argentina); Mosquera e Weimar Palacios (Colômbia); Sosa, Sant’Anna e Guzmán Rodríguez (Uruguai); Isidro Pitta (Paraguai); e Hurtado (Equador).
- Chapecoense (5 estrangeiros): Borrero (Colômbia); Miguel Carvalho (Espanha); Franco Rossi e Kevin Ramírez (Uruguai); e Bolasie (RD Congo).
- Corinthians (7 estrangeiros): Labyad (Marrocos); Garro e Angileri (Argentina); Milans (Uruguai); Carrillo (Peru); Lingard (Inglaterra); e Memphis (Holanda).
- Coritiba (7 estrangeiros): Nico Fonseca, Ocampo e Lavega (Uruguai); Bustos (Argentina); Sebastián Gómez e Ararat (Colômbia); e Josué (Portugal).
- Cruzeiro (9 estrangeiros): Viña e Lucho Rodríguez (Uruguai); Villalba, Romero e Rojas (Argentina); Sinisterra e Neyser Villarreal (Colômbia); Arroyo (Equador); e Peralta (Paraguai).
- Botafogo (12 estrangeiros): Mateo Ponte, Lucas Monzón e Lucas Villalba (Uruguai); Ferraresi (Venezuela); Medina e Montoro (Argentina); Domingos Andrade (Angola); Jhoan Hernández e Jordan Barrera (Colômbia); Loor (Equador); Ziyech (Marrocos); e Kadir (Panamá).
- Flamengo (10 estrangeiros): Rossi e Freitas (Argentina); Arrascaeta, De la Cruz e Varela (Uruguai); Pulgar (Chile); Saúl (Espanha); Carrascal (Colômbia); Plata e Valencia (Equador).
- Fluminense (9 estrangeiros): Acosta, Cano, Castillo e Freytes (Argentina); Millán e Serna (Colômbia); Canobbio (Uruguai); Savarino e Soteldo (Venezuela).
- Grêmio (10 estrangeiros): Krovinovic (Croácia); Enamorado (Colômbia); Nardoni e Pavón (Argentina); Jovane Cabral (Cabo Verde); Noriega (Peru); Amuzu (Bélgica); Balbuena e Villasanti (Paraguai); e Braithwaite (Dinamarca).
- Internacional (10 estrangeiros): Rochet (Uruguai); Maripán (Chile); Félix Torres (Equador); Gabriel Mercado, Bernabei, Aguirre e Villagra (Argentina); Benjamin (Gana); Carbonero (Colômbia); Sanabria (Paraguai); e Eliasson (Suécia).
- Palmeiras (8 estrangeiros): Barboza, Emiliano Martínez e Piquerez (Uruguai); Flaco López e Giay (Argentina); Gustavo Gómez e Sosa (Paraguai); e Jhon Arias (Colômbia).
- Santos (6 estrangeiros): Caballero (Paraguai); Barreal, Escobar e Rollheiser (Argentina); Oliva (Uruguai); e Miguelito (Bolívia).
- São Paulo (7 estrangeiros): Duarte e Cedric (Portugal); Arboleda (Equador); Calleri e Enzo Díaz (Argentina); Buta (Angola); e Bobadilla (Paraguai).
- Vitória (6 estrangeiros): Brítez, Pochettino, Martínez e Tarzia (Argentina); Ismael (Portugal); e Laquintana (Uruguai).
- Vasco (11 estrangeiros): Puma Rodríguez e Saldívia (Uruguai); Andrés Gómez, Rojas, Hinestroza e Carlos Cuesta (Colômbia); Colidio, Lescano, Sosa e Spinelli (Argentina); e Nuno Moreira (Portugal).
- Remo (6 estrangeiros): Andrés González (Colômbia); Tchamba (Senegal); Catarozzi e Tassano (Uruguai); Picco (Argentina); e Galeano (Paraguai).







