Portugal apurou-se para o Mundial 2026. Nada de surpreendente aqui, mau era se ainda tinha de aos play-offs. A celebração vem com um sabor agridoce pela expulsão de Cristiano Ronaldo.
Como todo o mundo certamente viu, CR7 deu uma cotovelada a um adversário e, após revisão VAR, viu o cartão vermelho direto, num gesto que só se vê em desportos de combate.
Eu sou muito apologista que toda a gente pode errar, todos temos direito a perder o controlo das emoções por momentos e fazer coisas que nos arrependemos. Todos já tivemos aí!
A questão aqui é que Cristiano Ronaldo não é uma pessoa qualquer. Da mesma forma que ele tem consciência que não pode ir à rua sem seguranças, devia ter a noção de que tem uma responsabilidade maior que os colegas e não pode perder a cabeça.
É a realidade. Por muito que se tente defender CR7 com os argumentos de “toda a gente já se passou uma vez na vida”, a realidade é que o avançado deve mais à equipa, aos colegas e aos adeptos do que os outros.
Não pode ter aquelas atitudes, é vergonhoso. Não só ele agrediu um adversário, porque aziou uma vez que estava a perder 2-0 e ainda não tinha feito nada no jogo, como ainda se pôs a brincar.
Os gestos de choro que fez para os adeptos irlandeses e jogadores contrários é uma autêntica criancice, típica de um miúdo mimado que está chateadinho porque a vida não lhe corre como queria.
Mas Cristiano Ronaldo tem 40 anos! Protagoniza-se pela mentalidade forte e de ser um exemplo para os outros… mas a verdade é que foi tão ridículo como quando Yamal não o cumprimentou.
Ronaldo é capitão! Se o lugar de titular indiscutível na seleção portuguesa já é bastante debatido, ao menos que se mantenha como exemplo de maturidade. Nem isso foi. Desiludiu um país.
Já faz lembrar quando mandou a braçadeira de capitão ao chão… enfim! O pior é que não pensou nas consequências, algo que com 40 anos já devia ser automático. Vai falhar o primeiro jogo do Mundial, muito provavelmente. A menos que a FPF faça alguma magia junto da FIFA, o que não me surpreendia.
E logo o primeiro jogo, onde podia estar dentro de campo, a liderar pelo exemplo, a impulsionar aquilo que pode ser um Mundial de sucesso para Portugal. Ao invés, vai estar na bancada, tudo porque foi mimado.
Não vou mentir que esta expulsão me fez perder o pouco interesse que tinha nesta data FIFA e manchou o sabor do apuramento para o Mundial, embora este já fosse quase garantido.
Boa notícia foi a goleada à Arménia. Novamente, não esperava menos, mas 9-1 foi bastante saboroso, não vou mentir. Em Portugal, fez levantar as questões habituais sempre que Ronaldo não joga: “jogamos melhor sem ele”, ouve-se em todo o lado.
Gonçalo Ramos dá outras coisas, como pressão e um ataque mais ágil. Ronaldo dá outras, como instinto, experiência, finalização e cria peso nos adversários…
Mas parece que a seleção joga melhor sem Ronaldo, agora se está mais próxima de sucesso em grandes torneios onde a liderança e peso histórico tem muita importância… não sei.







