O Corinthians estuda uma alternativa institucional para quitar a dívida da Neo Química Arena com a Caixa Econômica Federal, segundo revelou o jornalista Juca Kfouri. O débito se arrasta desde a construção do estádio, iniciada em 2011.
A diretoria avalia a possibilidade de negociar diretamente com a Caixa a venda dos naming rights do estádio, além de oferecer ao banco estatal a chance de se tornar o patrocinador máster.
Neo Química tem contrato até 2040
Embora o projeto ganhe força internamente, esbarra em obstáculos importantes. O primeiro é o rompimento do atual contrato com a Neo Química, cujo naming rights segue válido até 2040. A rescisão implicaria custos significativos.
Discussão também envolve impacto político
Outro ponto sensível é o possível impacto político da operação. Como a Caixa é um banco público, eventuais acordos com o Corinthians poderiam ganhar forte repercussão, especialmente pela relação histórica do clube com o presidente Lula.
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Internamente, porém, a diretoria vê a possibilidade como uma alternativa real e promissora para encerrar a dívida.
Torcida organizada mantém campanha
Enquanto o clube negocia soluções estruturais, a principal torcida organizada do clube, Gaviões da Fiel, segue ativa na campanha “DOE ARENA CORINTHIANS”. No fim de outubro, a Gaviões anunciou o pagamento das parcelas 211 e 212:
- 211ª parcela: R$ 1.596,91
- 212ª parcela: R$ 1.117,79
Corinthians e Caixa mantêm silêncio público
Nem o Corinthians nem a Caixa Econômica Federal confirmam oficialmente qualquer conversa sobre o acordo.

Nos bastidores, porém, fontes do clube afirmam que a diretoria considera a proposta uma solução concreta para encerrar a dívida histórica da arena, que já ultrapassa uma década.







